Este será um espaço de reflexão e de partilha sobre assuntos relacionados com os temas da Segurança Interna, da Defesa Nacional e afins...
publicado por Vera Lourenço de Sousa | Domingo, 04 Dezembro , 2011, 16:09

Na investigação criminal, a interrogação e instrumentação constituem vias de pesquisa e recolha de informação (como já vimos noutro post). Na verdade, a investigação criminal, orientada por um método próprio de raciocínio constitui um processo de gestão de informação que é necessário processar. Tal como os seres vivos necessitam de oxigénio para viver, também a investigação criminal necessita, a cada momento, de informação para prosseguir os seus fins (Braz, 2009). A informação é, pois determinante, no sucesso da investigação criminal. Sem informação a investigação definhará.

Por tal facto é fundamental ter sempre presente o Ciclo de Produção de Informações, que se aplica na integra à investigação criminal assim como a outras áreas, como é o caso da ordem ou segurança pública.

 

 

 

Trata-se, como sabemos, do conjunto de actividades que integram um processo especial, que se inicia com a necessidade de informação (intelligence) passando pela obtenção de notícias, factos e dados e sua transformação até suprimir essa necessidade e culminando na sua divulgação a quem tem necessidade de a conhecer.

Das várias fases destacamos a análise de informações criminais pela mais valia que traz à investigação criminal, porque permite compreender o crime, criar hipótese de investigação e antecipar novas diligências.

A análise de Informações vai permitir a construção do “todo” com as várias notícias/informações disponíveis (U.S. Department of Justice, sem data). O seu objectivo é “transformar” (sobretudo através do raciocínio indutivo) dados e notícias dispersas e em bruto, em informação tratada e integrada (Braz, 2009). Com recurso a técnicas específicas como é o caso da análise comparativa de casos ou da análise de grupos de autores torna-se possível “transformar” todas as peças soltas que se foram reunindo na fase da pesquisa em “algo” útil com estrutura e significado (U.S. Department of Justice, apontamentos sem referencias). A análise de informações irá dar sentido a algo que aparentemente não teria significado.

A análise existiu sempre através de várias formas e foi aplicada durante muito tempo de forma empírica. Qual o investigador que nunca recorreu a um pequeno desenho ou esquema para melhor entender um processo ou clarificar determinada situação? Actualmente a análise de informações requer formação especializada e uniforme. O que significa que nas suas diferentes formas gráficas, a análise criminal foi já definida a nível internacional. As diferentes técnicas são idênticas entre os diferentes países.

 

BRAZ, José, Investigação criminal – a organização, o método e a prova, os desafios da nova criminalidade, Almedina, 2009

SHULSKY, Abram N., Silent Warfare: Understanding the World of Intelligenge, 3ª ed., Brassey’s, EUA, 2002

U.S. DEPARTMENT OF JUSTICE, Drug Enforcement Administration, Recolección de Información y Métodos Analíticos, sem referencias

 


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