Este será um espaço de reflexão e de partilha sobre assuntos relacionados com os temas da Segurança Interna, da Defesa Nacional e afins...
publicado por Vera Lourenço de Sousa | Sexta-feira, 18 Dezembro , 2015, 20:07

Hoje deixo-vos o link para uma obra escrita por João Maria Ferreira do Amaral (1876-1931) publicada em 1922, pela Livraria Rodrigues. Uma preciosidade que nos permite conhecer melhor a pessoa que seria anos mais tarde Comandante da Polícia Cívica de Lisboa (atual PSP).

 

"João Maria Ferreira do Amaral (1876-1931) foi oficial do Exército, tendo-se alistado em 1895 e atingindo o posto de coronel. Como militar, participou nalgumas das campanhas militares no sul de Angola ainda antes da I Grande Guerra. Em 1915, participou na campanha do Cuanhama e em 1917, estando em Lisboa, foi enviado para o teatro de operações na Flandres como Comandante do Batalhão de Infantaria 15. Após o conflito, em 1923, foi nomeado comandante da Polícia Cívica de Lisboa (atual PSP) exercendo forte ação na defesa da ordem pública. Ao longo da sua carreira recebeu diversas condecorações, das quais destacamos a elevação a Oficial da Torre e Espada e a Grande Oficial da Ordem Militar de Aviz.

É a partir da vasta experiência como militar que João Ferreira do Amaral redige a sua obra que viria a causar polémica à data da edição. Desassombradamente crítica da política conturbada da I República, A Mentira da Flandres e …o Medo! (com reticências no título a criarem suspense, e ponto de exclamação a reforçar a surpresa) defende a ideia de que a participação portuguesa no teatro europeu da guerra foi obra da classe política que abandonou o teatro africano onde Portugal sempre estivera presente. A sua própria vida militar em terras de Angola, certamente influenciou esta perspetiva, assim como o seu afastamento voluntário da vida política partidária, lhe permitiu apontar o dedo a políticos de todos os quadrantes na criação desta “mentira” de que só com a presença de Portugal na Flandres é que o novo regime poderia assegurar a sua sobrevivência internacional. Através da leitura desta obra, conhecemos, a partir de um dos seus intervenientes, não só o espírito das tropas em combate, mas também figuras dos regimes monárquico e republicano, ligações e influências políticas, pequenos episódios de desconhecidos soldados em África e na Flandres, descrições de acontecimentos da época, ajudando-nos a recriar o ambiente político e militar do Portugal do início do século XX." (Texto em http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/).

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 "Fora dos actos de serviço, em qualquer logar ou situação, sou um egual a todos os que, pertencendo á minha classe, me queiram distinguir com o seu convivio desinteressado, correcto e honroso; mas em todos os actos de serviço perco, por sistema, de vista todas as ligações ou relações pessoaes, seja qual fôr a situação social dessas pessoas ou a sua graduação militar, e a primeira entidade que perco de vista é a minha humilde pessoa que, para mim, em serviço, é uma máquina a fazer actuar, é um cadáver, de que me habituei a dispôr como de qualquer outro."


silva a 26 de Dezembro de 2015 às 11:54
Então e a falta de justiça no despedimento colectivo de centenas de pessoas do Casino Estoril desde 2010, para dar lugar aos amigos e familiares para o executor malfeitor vender tudo o que é negocio ao próprio Casino Estoril e Lisboa. Quem na justiça tem o poder de atrasar processos durante anos, massacrando o cidadão que espera uma justiça célere e o que vê é uma justiça corrupta, quem sabe sob suspeita paga por offshores de casino.

Agora tenta a todo o custo aproveitar o poder dos média para se justificar como sendo boa pessoa e um intelectual de primeira.

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