Este será um espaço de reflexão e de partilha sobre assuntos relacionados com os temas da Segurança Interna, da Defesa Nacional e afins...
publicado por Vera Lourenço de Sousa | Quarta-feira, 08 Abril , 2015, 21:10

O presente relatório (2014) é baseado em entrevistas realizadas a 42 000 mulheres dos 28 Estados-Membros da União Europeia. Este estudo mostra que a violência contra as mulheres, em especial a violência baseada no género, que as afecta de uma forma desproporcionada, constitui uma violação frequente dos direitos humanos a que a União Europeia não pode de modo algum ficar indiferente.

 

Este será, sem dúvida, o inquérito mais completo até à data realizado a nível da União Europeia (e mundial) sobre as diversas experiências de violência vividas pelas mulheres. Nele destaco o seguinte:

 

Contacto com a polícia e outros serviços

Um terço das vítimas de violência pelo parceiro (33%) e um quarto das vítimas de violência por parte de outra pessoa (26%), contactaram a polícia ou outra organização, como por exemplo uma orga­nização de apoio à vítima, após o incidente mais grave que sofreram. A taxa mais elevada de denún­cia da violência por parte do parceiro pode reflectir uma situação comum em que as mulheres já pas­saram por vários incidentes violentos numa rela­ção antes de se decidirem a denunciar o incidente mais grave, com o intuito de impedir a repetição ou a escalada da violência, ao passo que a violência por parte de outra pessoa tende a envolver inciden­tes isolados, em que o risco de repetição é menor.

O quadro que apresentamos reune informações pormenorizadas sobre o recurso aos serviços de apoio por autor e tipo de violência.

No total, 14% das vítimas denunciaram à polícia o incidente mais grave de violência perpetrado pelo parceiro e 13% o incidente mais grave de violência perpetrado por outra pessoa.

Cerca de um quarto das vítimas declararam que o sentimento de vergonha ou constrangimento que lhes causou o incidente mais grave de violência sexual perpetrado por um parceiro ou por outra pes­soa foi o motivo que as impediu de denunciá-lo à polícia ou a qualquer outra organização.

 

Necessidades não satisfeitas das vítimas

Quando inquiridas sobre o tipo de ajuda que teria sido útil, mulheres referem que, após o incidente de violência mais grave que sofreram, teriam acima de tudo desejado encontrar alguém que as escutasse e apoiasse (33%-54%), consoante o autor e o tipo de violência, ser protegidas (12%-25%) e receber outras ajudas de ordem prática (13%-21%).

 

Ultrapassar a violência

A maioria das vítimas (57%-60% consoante o autor e o tipo de violência) contaram a alguém o incidente mais grave que sofreram (quadro 5). Cerca de um terço das vítimas de violência pelo parceiro (35%) referiram que o apoio dado pela família e os amigos as tinha ajudado a ultrapassar a violência sofrida.

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